Os anos 70 foram fundamentais para o aparecimento de músicos que faziam a fusão de vários ritmos e estilos, entre eles vale à pena destacar o pessoal da “A Cor do Som”.
Formado no final dos anos 70 no núcleo dos Novos Baianos (Dadi baixo, Armandinho guitarras; Mu, teclados; Gustavo bateria e Ary Dias percussão), o grupo seguiu a linha da fusão entre ritmos brasileiros e rock. O primeiro disco, “A Cor do Som”, de 1977, abriu as portas para uma apresentação no festival de Montreux, na Suíça, em 1978, que se transformou em um disco ao vivo. Inicialmente voltada para a música instrumental, a banda estourou em 1979 com músicas cantadas, como “Beleza Pura”, de Caetano Veloso.

Nos anos 80 seus discos fizeram muito sucesso sempre passando por vários estilos, resultando em fusões de jazz, rock, reggae, choro e samba sem perder a veia pop e presença garantida nas emissoras de rádio e programas de TV da época. Em 1985 a banda se dissolveu com alguns componentes seguindo carreira solo e outros voltando a ser músicos contratados de artistas consagrados.
Em 1996, o grupo juntou-se novamente para gravar “A Cor do Som Ao Vivo no Circo”, pelo qual recebeu, no ano seguinte, o Prêmio Sharp de Melhor Grupo Instrumental. Em nova reunião 2005, A Cor do Som volta à ativa com um registro acústico, gravado ao vivo na casa de shows Canecão (RJ).
A apresentação foi marcada por diversas participações especiais, dentre elas de Moraes Moreira,, Caetano Veloso e Daniela Mercury”, só para citar algumas. O show gerou a gravação do CD e DVD “A Cor do Som Acústico”,O lançamento do trabalho registra a relevância histórica do grupo A Cor do Som no cenário musical brasileiro, com destaque para o talento de seus integrantes, instrumentistas de primeira linha.
Vale a pena conferir “A Cor do Som”em cd ou DVD, grandes músicos que sempre fizeram uma saudável mistura de ritmos no universo pop com músicas cantadas ou em trabalhos instrumentais. Ainda este ano a banda que voltou a formação original deve lançar material novo para delírio dos fans.